Constituir um PPR

Fazer a subscrição de um Plano Poupança Reforma (PPR) o mais cedo possível na vida é uma das melhores formas de garantir uma reforma sem sobressaltos. Com as crescentes preocupações acerca da sustentabilidade da Segurança Social, torna-se imperativo procurar alternativas para a reforma. Nesse sentido, pequenas contribuições anuais para um PPR podem fazer uma diferença grande quando chegar a altura de se reformar. O efeito da acumulação de contribuições associado ao rendimento das mesmas permite que se chegue à idade da reforma com uma almofada financeira maior do que pensa.

Associados aos PPR existem um conjunto de benefícios fiscais que permitem alavancar o retorno obtido com estes produtos. A longo prazo acabam por se tornar bastante mais interessantes do que os tradicionais depósitos a prazo.

Fundos PPR

Os fundos Plano Poupança Reforma têm como objetivo a constituição de uma poupança para ser usufruída na reforma. No entanto, a estratégia para a rentabilizar pode ser bastante diferente entre fundos. Se há fundos mais defensivos, normalmente com uma maior componente de obrigações, também existem fundos mais agressivos, habitualmente com uma componente maior de ações. Um aspeto comum a ambas as abordagens é que não costumam ter capital garantido. Isto significa que existe a possibilidade de perda do montante investido.

Seguros PPR

Os seguros são uma forma alternativa de subscrever um PPR. Estes, habitualmente, proporcionam um retorno inferior aos fundos mas costumam ter garantia de capital. Desta forma, o investidor consegue uma segurança extra em situações que não pretende, de forma alguma, arriscar perder o seu capital. Assim, as estratégias de gestão destes seguros costumam ser defensivas, privilegiando a conservação do montante investido em detrimento da rentabilidade.

Fundos Vs. Seguros

As principais diferenças entre fundos e seguros PPR prendem-se com a garantia de capital e a rentabilidade expetável.

Os fundos PPR, regra geral, não possuem capital garantido. Ainda assim, dentro dos fundos é possível subscrever fundos com um risco mais baixo, no qual a possibilidade de perda de dinheiro é diminuta. Por outro lado, para investidores com uma tolerância ao risco maior, é possível apostar em opções com uma política de investimento mais agressiva.

Com respeito aos seguros PPR, estes possuem normalmente capital garantido. Isto significa que adotam estratégias de investimento mais conservadoras que podem fazer sentido para um investidor mais perto da idade da reforma ou, simplesmente um investidor com pouca disponibilidade para correr riscos.

A nível de rentabilidade esperada, como em quase todos os investimentos, para riscos distintos, costumam existir expetativas de rendimento diferentes. Neste caso concreto, os fundos PPR por não terem a componente de garantia do montante investido, tendencialmente, oferecem uma rentabilidade superior aos seguros PPR.

Para subscrever fundos PPR pode recorrer a instituições financeiras como a Optimize Investment Partners. Esta tem uma oferta alargada adaptável a diversos perfis de investidor. Por outro lado, os seguros PPR são frequentemente comercializados por Seguradoras como a Fidelidade.

Qual é o mais adequado para si?

Depois de perceber melhor quais as diferenças entre fundos e seguros PPR é importante fazer a pergunta: qual a opção mais adequada para mim?

A resposta a esta questão prende-se com dois fatores fundamentais:

Tolerância ao risco;

Idade.

Se a sua tolerância ao risco é muito baixa então a melhor opção pode ser um seguro PPR. Com este produto tem capital garantido e, muitas vezes, uma taxa de rentabilidade mínima associada. O preço a pagar por esta segurança é que o rendimento será habitualmente inferior a outras opções. Por outro lado, se tem uma tolerância ao risco maior, a aposta num fundo PPR pode ser a escolha mais inteligente. Com este, tem o potencial de obter uma valorização maior.

A idade é outro fator importante na sua tomada de decisão. Se já se encontra perto da idade da reforma, a opção de um seguro PPR pode acabar por ser a mais cautelosa. Usufruindo da garantia de capital evita que possa ter surpresas no curto espaço de tempo que falta até à sua reforma. Opostamente, se ainda se encontra longe da idade da reforma, poderá optar por um fundo PPR. Neste caso, mesmo que se atravesse uma crise financeira que, temporariamente, provoque uma desvalorização do fundo, o extenso tempo até à sua reforma será suficiente para haver uma recuperação.

Conclusão

Os fundos e seguros PPR registam diferenças principalmente a nível de garantia de capital e expetativa de rendimento. Consequentemente cada opção é mais adequada para determinados perfis de investidores.

Para investidores dispostos a assumir um risco reduzido, a opção mais conservadora são seguros PPR e de seguida fundos PPR de baixo risco (com uma componente maior de obrigações). Por outro lado, para investidores que procurem rendimentos mais elevados, a opção de fundos PPR (com uma maior componente de ações), podem ser a escolha mais acertada.

Nos fundos, regra geral, não existe garantia de capital, mas o retorno proporcionado é maior. Os seguros oferecem uma segurança adicional no que diz respeito à conservação do seu investimento, mas conseguem-no à custa de uma diminuição de rentabilidade.